Conhecida pelos seus sets de grooves elaborados, pelas sutilezas nas mixagens e pelos sons futurísticos, a DJ Aninha é atração do
Helvetia Music Festival 2008, confirmada para a
Tenda Meganite, às 17h30.
DJane (como gosta de ser chamada) é residente do
Warung desde 2005, compondo seu set list com faixas de Minimal, Electro, Acid e Tech House. No segundo semestre de 2006, a DJ participou da primeira turnê mundial do club na Espanha, Inglaterra e Alemanha. E, em Curitiba, Aninha atua como residente na Vibe Red Concept.
Confira a entrevista com a DJéia, que fala sobre o começo da sua carreira, as barreiras que enfrentou e o que espera da edição 2008 do HMF.
!ObaOba - Como surgiu seu interesse pela música eletrônica?
DJ Aninha - Foi algo natural. Sempre curtia os sons diferentes nas baladas convencionais. Assim que as raves começaram a aparecer em SC (em 2000), não tive dúvida que era aquilo que eu procurava. Na época me encantei por deep house e tech house.
!ObaOba - Quais foram suas principais influências?
DJ Aninha - Fui influenciada na época por artistas nacionais como Mau-Mau, Gabo, Erik Caramelo, Renato Lopes e Camilo Rocha. O resto eu corri atrás.
A minha bagagem musical era bem convencional, ouvia os sons da época e sons dos anos 80, 70 como Erasure, Depeche Mode, Kraftwerk, Donna Summer, Pet Shop Boys, New Order e etc.
!ObaOba - Houve barreiras no início de sua carreira, principalmente pela pouca participação de mulheres na cena eletrônica?
DJ Aninha - Por ser mulher não houve barreiras. Acho que eu "penei" mais na questão do estilo que eu tocava e a velocidade. Enquanto o techno e o trance eram as sensações da época, eu tocava deep house à 124bpms. Mas sempre nadei contra a maré no Brasil e acreditei naquilo que eu gostava.
!ObaOba - Desde quando começou sua carreira de DJ até hoje, quais foram as mudanças mais significativas na cena eletrônica nacional?
DJ Aninha - Acho que a profissionalização, qualidade dos clubs e o amadurecimento na questão do saber ouvir antes de criticar o estilo. Mas ainda há muita coisa para mudar a meu ver, principalmente nos modismos e outras coisas que eu prefiro nem comentar.
!ObaOba - Você já tocou em importantes casas no exterior, qual é diferença do público lá fora? E onde tem preferência para tocar?
DJ Aninha - A diferença é musical e comportamental. Toquei a maioria das vezes na Europa (onde tudo começou e de onde as coisas boas saem - risos), então eles são bastante exigentes na pista e não estão nem aí pra você, porque querem saber da música e não quem você é. Me identifiquei muito com isso. Tenho preferência em tocar na Alemanha.
!ObaOba - Sua set list é composta por House, Tech House e Minimal, por que a escolha dessas vertentes?
DJ Aninha - Bem, sempre gostei de coisas novas e de estar em sincronia com o que acontece na Europa. Então vou alterando o meu gosto de acordo com o que eu sinto e o que acontece. Se eu canso de algo já mudo. Estava cansada do house convencional e estava achando comercial demais. O minimal em si (aquele cru) acabou na Europa, assim como tantos outros estilos que se desfragmentam e apenas influenciam nas produções, mas a rotulagem ficou no Brasil (uma pena). Então digo que toco house e tech house inteligente. (risos)
!ObaOba - Quais outros gêneros de música eletrônica você gosta?
DJ Aninha - Gosto de trip hop e dub.
!ObaOba - Além da música eletrônica, quais outros estilos você também escuta?
DJ Aninha - Rock, MPB e Trip Hop.
!ObaOba - Quando você não está discotecando, quais festas/baladas você costuma freqüentar?
DJ Aninha - Eu não costumo sair para baladas. Sou super caseira e muito intensa com pesquisas de música, então prefiro relaxar com outras coisas.
!ObaOba - O que você espera da edição do Helvetia 2008?
DJ Aninha - Muita gente, sorrisos, "uhulls", dançinhas e música boa! (risos)