Resultado da parceria entre os DJ´s brasileiros
Fab e
Matt, o projeto
The Witchdoktors vem ganhando a atenção do público com um som original, mesclando vertentes da música eletrônica em apresentações intensas. O
!ObaOba conversou com Matt, que nos contou um pouco sobre a identidade musical da dupla e seus planos para esse ano.
!ObaOba: Para começar, gostaria de falar sobre as características do som de vocês, bem conhecido como ?minimal?. Vocês se consideram representantes desse estilo?
Matt: Não gostamos muito de nos encaixar em rótulos. Nosso som depende muito da pista. Estamos mais acostumados a dizer que fazemos um som electro, house, progressive e minimal. É uma característica nossa sim, mas não gostamos de nos classificar em uma categoria só, pois não fazemos um só tipo de som.
!ObaOba: Atualmente, esse gênero vem crescendo bastante, ganhando um bom espaço nos clubes. Você sente isso como uma tendência?
Matt: Acho que tanto os DJs quanto o público tem procurado bastante o minimal. Sem dúvida é um estilo em ascensão. No ano passado, as pessoas pensavam ?vou sair para ouvir minimal?, era muito definido. Mas agora, ele está em todo lugar, muitos DJs estão fazendo uso dele e criando coisas novas e diferentes.
!ObaOba: Vocês tinham o projeto Supernova na Lov.e, um dos grandes clubes paulistanos que fechou recentemente e completaram um ano do projeto Klax no Vegas esse ano. Isso os ajudou a ganhar credibilidade no cenário eletrônico?
Matt: Sem sombra de dúvida. A estréia da residência no Vegas foi um grande impulso. Nos abriu as portas para outros grandes clubes como a D-EDGE, a Clash e a Lov.e.
!ObaOba: Vocês tinham carreiras individuais antes de formar o Witchdoktors?
Matt: Sim, nós já tocávamos. Mas o sucesso mesmo veio depois de formarmos o projeto. Nos conhecemos através de amigos em comum e decidimos dar início a algumas coisa juntos. Não tínhamos muito público tocando indivualmente. Depois de dar início ao The Witchdoktors, tudo triplicou.
!ObaOba: Você e o Fab moraram um tempo na Europa, certo? Como isso influenciou o trabalho de vocês?
Matt: Sim, moramos. Eu fiquei um tempo em Portugal, onde predominava um som baseado no minimal, somado a alguns elementos de rock. Já o Fab, foi pra Alemanha em 2002, onde o som predominante era mais o techno pesado, um electro mais forte. O contato com essas vertentes e a bagagem que cada um trouxe de lá foi muito importante para a elaboração do som do Witchdoktors.
!ObaOba: Conte um pouco sobre a experiência de tocar na Love Parade esse ano.
Matt: Nossa (risos), a Love Parade foi uma experiência incrível. Foi a primeira vez que tocamos fora do Brasil, a estrutura era gigante, realmente sentimos que as pessoas estavam afim de ouvir nosso som por lá. Os colombianos foram muito receptivos, percebemos a aceitação em relação aos DJs brasileiros lá fora. Como foi a primeira vez, essa foi a nossa referência, mas temos tranqüilidade quanto a isso. Sabemos que os brasileiros são bem aceitos. Tivemos o prazer de tocar com estavam com Marcos Shulz, a Denise Konzen e o Erik Caramelo. Nossa expectativa era grande. Mas acabou sendo fantástico.
!ObaOba: Quais são os planos para esse ano?
Matt: Em junho, planejamos uma viagem a Europa. Recebemos alguns convites para tocar em Portugal e na França. Em julho podemos voltar à Colômbia. Muita gente gostou da apresentação na Love Parade e acho que podemos marcar algumas datar por lá. Existe a chance de irmos a Argentina também, mas nada confirmado por enquanto. E, por fim, queremos lançar nosso Live P.A. no final do ano.
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