Ilha de paradigmas
Por Mariana Luchesi
Ursos polares, fumaça preta, seqüestros de crianças. Em
Lost, isso tudo é normal
Tudo começa quando os passageiros do vôo 815 de uma empresa aérea
americana deixa o aeroporto da Austrália rumo à Nova York, nos
Estados Unidos. Mas, durante a viagem, o avião sai de sua rota, sem quaisquer
explicações, e faz um pouso forçado numa paradisíaca
e enigmática ilha, que virou o lar dos sobreviventes desse acidente.
Naquela ilha perdida no meio do oceano, com um cenário natural deslumbrante
e rodeada por águas transparentes, começam a acontecer fatos isolados
e estranhos, que não poderiam fazer parte daquele paraíso.
Tanto que, durante a estadia dos sobreviventes (perdidos), todos se deparam
com ursos polares, uma esquisita fumaça preta - com o poder de matar
as pessoas -, sons assustadores, grupo de selvagens seqüestradores de crianças,
e outras ocorrências fora do comum. Todos esses acontecimentos inexplicáveis
chamaram a atenção dos espectadores quanto a série e trouxe
ao Lost milhares de fãs, tornando-o um sucesso mundial.
A comunidade dos perdidos é formada por médico, fugitiva da polícia
(condenada por assassinato), torturador de prisioneiros de guerra, viciado em
drogas, comedor compulsivo e um homem misterioso, que era paralítico
e começa a andar sem qualquer explicação.
Locke, Sawyer, Bonne, Shannon, Kate, Jack, Sayid, Hurley, Charlie, Michael,
Walt, Claire, Sun, Jin e o cachorro Vicent são os personagens protagonistas
que deram início a saga inexplicável Lost.

Mas, além dos sobreviventes, todos percebem que, naquela ilha, não
estão sozinhos. E aí que começa o grande enigma.
Para aumentar ainda mais a apreensão do público com os acontecimentos
incomuns, no final da primeira temporada foi encontrada uma estranha escotilha
pelo personagem Locke. O lugar, que tem na porta a frase "quarentena",
possui no seu interior uma despensa farta de alimentos, esteira de ginástica,
projetor de filmes, armas bélicas e um computador. Toda essa tecnologia
e conforto não se relaciona com a ilha, porque os sobreviventes imaginavam que ela fosse primitiva e sem
energia elétrica.
Com a descoberta do estabelecimento, surge a grande intriga da trama. A cada
108 minutos, os perdidos são obrigados a digitar os números 4,
8, 15, 16, 23, 42, seqüência numérica que por sinal fez com
que o personagem "Hurley" ganhasse na loteria. Algo estranho.
Agora, com a chegada final da segunda temporada, a série Lost estimula
a imaginação dos curiosos, atrai até os mais céticos
e vira programa preferido de pessoas que estão na terceira idade.
À procura de tentar desvendar o segredo, na internet não faltam páginas
dedicadas ao teste e tentativas de descobrir o que relmente acontece. Também,
foram criadas inúmeras teorias sobre os capítulos e seus personagens,
além de relacioná-los até com grandes filósofos.
Entre nessa viagem, conheça melhor os personagens, saiba algumas teses
e se transforme em um sobrevivente da ilha.
Afinal a ilha está lá, mas o seu corpo não. Então, abra a mente...
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