Rodeios: ecologistas vs. cowboys
Por Martina Carli
Os rodeios, festas amadas por muitos brasileiros, despertam a revolta de diversos grupos
A 51ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, a maior do gênero no Brasil, aconteceu entre os dias 17 e 27 de agosto e tem sua história marcada por shows, concursos de beleza e uma concentração de turistas de todo o país nesta cidade do interior paulista, que virou sinônimo de rodeio.
As montarias e suas competições em arenas são consideradas, por grande parte dos brasileiros, um expoente cultural da vida interiorana. Mas mesmo com todo o sucesso de eventos desse porte, a quantidade de fãs é equivalente à de críticos.
Isto ocorre porque um grande número de organizações não-governamentais, veterinários, políticos, ecologistas e artistas consideram a atividade cruel e danosa para os bois e cavalos, que são montados durante as competições. Além disso, eles alegam que o esporte nem mesmo ilustra o folclore nacional, já que foi importado da América do Norte, onde, apesar da maior tradição, também existe uma enorme oposição.
Nos Estados Unidos, estas festas não estão sendo vistas positivamente por uma considerável parcela da população. Há, inclusive, cerca de 15 cidades que já proíbem esses eventos em seus territórios, entre elas Fort Wayne (Indiana) e Pasadena (Califórnia). Já no Brasil, os movimentos anti-rodeio tentam ganhar força, usando o argumento de que os animais utilizados são naturalmente dóceis e que não apresentam um comportamento agressivo fora deste ambiente.
Conheça nesse revistão o outro lado da história dos rodeios, sinônimo de diversão para o público, mas que é considerado por muitos uma grande agressão aos animais.
Métodos de tortura
Fãs dos rodeios
Entrevista